Resposta rápida
O que acontece na parábola do bom samaritano?
Um homem que viajava de Jerusalém para Jericó foi atacado por assaltantes e deixado quase morto. Um sacerdote o viu e passou pelo outro lado. Um levita fez o mesmo. Então, um samaritano viu o viajante ferido, sentiu compaixão, tratou suas feridas, o levou a uma hospedaria, pagou pelos cuidados e prometeu reembolsar outras despesas.
Jesus contou a parábola depois que um intérprete da lei perguntou quem era o seu próximo. Ao final, Jesus perguntou qual dos viajantes havia agido como próximo do homem ferido. O intérprete respondeu que foi aquele que demonstrou misericórdia. Jesus lhe disse que fizesse o mesmo.
A história completa
Lucas 10:25–37: a parábola do bom samaritano
Um intérprete da lei pergunta a Jesus sobre a vida eterna
Um intérprete da lei, especialista na lei de Moisés, levantou-se para pôr Jesus à prova. Perguntou o que precisava fazer para herdar a vida eterna. Jesus o remeteu às Escrituras, perguntando o que estava escrito na lei e como ele a interpretava.
O intérprete respondeu unindo dois mandamentos: amar a Deus de todo o coração, alma, força e entendimento e amar o próximo como a si mesmo. Jesus afirmou que ele havia respondido corretamente e lhe disse que fizesse isso para viver. Lucas 10:25–28
Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e ao teu próximo como a ti mesmo.
Quem é o meu próximo?
O intérprete da lei queria justificar a si mesmo. Sua próxima pergunta procurava definir o alcance do mandamento: quem era o seu próximo? Jesus não respondeu com uma lista das pessoas que se enquadravam nessa categoria. Em vez disso, contou uma história que mudaria a direção da pergunta.
Um homem descia de Jerusalém para Jericó quando caiu nas mãos de assaltantes. Eles tiraram suas roupas, o espancaram e foram embora, deixando-o quase morto. Jesus não informa o nome, a profissão, a etnia ou a religião do viajante. Lucas 10:29–30

Um sacerdote o vê e passa adiante
Por acaso, um sacerdote descia pela mesma estrada. Viu o homem ferido, mas passou pelo outro lado. O detalhe é breve e intencional: ele viu a necessidade, mas não se aproximou para ajudar.
Jesus não explica por que o sacerdote passou adiante. Sugestões sobre medo, falta de tempo, segurança ou pureza ritual são interpretações, não motivos declarados na parábola. Lucas 10:31

Um levita também passa pelo outro lado
Depois, um levita chegou ao lugar. Ele também viu o viajante ferido e passou pelo outro lado. A repetição cria uma expectativa: dois homens ligados ao culto de Israel viram a necessidade, mas nenhum agiu como próximo.
Novamente, o texto não informa o motivo. O foco continua no contraste entre ver sem ajudar e ver com compaixão. Lucas 10:32

Um samaritano sente compaixão
Então, um samaritano que viajava pela estrada chegou perto do homem ferido. Ao vê-lo, sentiu compaixão. Sua reação se transformou em ação: ele se aproximou, em vez de manter distância.
O samaritano enfaixou as feridas do homem e derramou nelas óleo e vinho. Colocou-o em seu próprio animal, o levou a uma hospedaria e cuidou dele pessoalmente. A ajuda exigiu tempo, recursos, esforço físico, mudança de planos e proximidade. Lucas 10:33–34
Mas um certo samaritano, estando de viagem, chegou onde ele estava. Quando o viu, moveu-se de compaixão, aproximou-se dele e atou-lhe as feridas, derramando nelas óleo e vinho.
O samaritano paga pela continuidade dos cuidados
A misericórdia do samaritano não terminou quando passou o perigo imediato. No dia seguinte, ele deu dois denários ao hospedeiro e pediu que cuidasse do homem. Também prometeu reembolsar, quando voltasse, qualquer despesa adicional.
Jesus não calcula um valor equivalente em moeda atual. O importante é que o samaritano assumiu a responsabilidade de continuar contribuindo para a recuperação de um desconhecido. Lucas 10:35

Jesus muda a direção da pergunta
Jesus perguntou qual dos três havia sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes. O intérprete da lei não respondeu com o nome de um grupo étnico. Identificou aquele que teve misericórdia dele.
A pergunta inicial era sobre quem deveria ser considerado próximo. A pergunta final de Jesus é sobre quem agiu como próximo. O mandamento não trata de localizar o limite da obrigação, mas de praticar a misericórdia. Lucas 10:36–37
Qual destes três, pois, lhe parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?” Ele disse: “Aquele que teve misericórdia dele.” Então Jesus lhe disse: “Vai, e faze tu o mesmo.”
A expressão e sua origem
O que é um bom samaritano?
Hoje, bom samaritano costuma designar alguém que ajuda uma pessoa em dificuldade sem esperar recompensa. A expressão vem desta parábola, mas a história de Jesus apresenta apenas um samaritano. Bom samaritano é o título tradicional dado pelos leitores ao personagem.
A palavra samaritano identificava um integrante de uma comunidade vizinha, com sua própria tradição de culto e relações tensas com as comunidades judaicas. A surpresa não está apenas no fato de uma pessoa bondosa ter parado. Foi alguém que atravessou uma fronteira social quem colocou em prática o mandamento de amar.
Três respostas à mesma necessidade
O sacerdote, o levita e o samaritano
O sacerdote, o levita e o samaritano passaram pela mesma estrada, e os três viram o homem ferido. A diferença decisiva não estava na informação disponível, mas na reação. Os dois primeiros se afastaram; o samaritano se aproximou.
A parábola não convida o leitor a inventar os motivos íntimos do sacerdote e do levita nem a condenar todos os integrantes desses grupos. Ela coloca a necessidade visível ao lado da ação concreta e pergunta qual viajante se comportou como próximo.
Uma estrada que os ouvintes podiam imaginar
O caminho de Jerusalém para Jericó
Jerusalém ficava no alto das colinas da Judeia, enquanto Jericó estava muito abaixo, perto do vale do Jordão. Por isso, descer de Jerusalém descreve uma descida real por uma região acidentada e exposta. O cenário torna uma emboscada plausível e ajuda a perceber o custo de parar.
A geografia dá força à história sem se tornar sua mensagem. A pergunta de Jesus continua sendo ética e pessoal: quando a necessidade de alguém interrompe a viagem, o que faz o amor ao próximo?
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