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Ilustração de Jesus na cruz central entre dois criminosos no Gólgota, diante de seguidores e soldados romanos

Mateus 27 · Marcos 15 · Lucas 23 · João 19

A crucificação de Jesus Cristo

Acompanhe o caminho do julgamento de Pilatos ao Gólgota, as palavras de Jesus na cruz, sua morte e seu sepultamento.
Passagens principaisMateus 27; Marcos 15; Lucas 23; João 19
LocalGólgota, perto de Jerusalém
Governador romanoPôncio Pilatos
Temas centraisSacrifício, perdão, realeza e redenção

O que aconteceu na crucificação de Jesus?

Depois de ser preso e interrogado, Jesus foi levado ao governador romano Pôncio Pilatos. Pilatos soltou Barrabás e entregou Jesus para ser crucificado. Soldados romanos zombaram dele, o conduziram ao Gólgota e obrigaram Simão de Cirene a carregar a cruz. Jesus foi crucificado entre dois criminosos, sob uma inscrição que o identificava como Rei dos Judeus.

Jesus falou da cruz, trevas cobriram a terra e ele morreu. O véu do templo se rasgou, um centurião reagiu ao que testemunhou e José de Arimateia colocou o corpo de Jesus em um túmulo escavado na rocha. Maria Madalena está entre as mulheres mencionadas nessas cenas finais. A história continua com a ressurreição de Jesus.

Jesus é crucificado e morre

Jesus é levado a Pôncio Pilatos

Depois do processo diante de líderes judeus, Jesus foi levado a Pilatos, o governador romano. As acusações o apresentavam como ameaça política e pretendente ao trono. Pilatos o interrogou; Lucas também conta que Jesus foi enviado a Herodes Antipas antes de voltar a Pilatos.

Durante a festa, Pilatos soltou Barrabás. Embora os relatos registrem suas declarações de que não encontrava motivo suficiente para condenar Jesus, ele cedeu à pressão. Mateus, Marcos e João narram o açoitamento e a entrega para a crucificação, com diferenças na sequência do processo. A autoridade romana para ordenar essa execução era de Pilatos. Mateus 27:1–2, 11–26; Marcos 15:1–15; Lucas 23:1–25; João 18:28–19:16

Ilustração de Jesus diante de Pôncio Pilatos, enquanto Barrabás, guardas romanos, líderes e uma multidão aguardam no pátio
Pilatos entrega Jesus para a crucificação e solta Barrabás. Ilustração baseada em Mateus 27:11–26 e João 18:38–19:16.

Os soldados zombam do Rei dos Judeus

Soldados romanos vestiram Jesus com um manto, colocaram uma coroa de espinhos em sua cabeça e zombaram dele usando o título Rei dos Judeus. Bateram nele e cuspiram nele. João registra Pilatos apresentando Jesus ferido à multidão antes da sentença final.

O manto, a coroa e a saudação de rei pretendiam humilhá-lo. Na narrativa dos Evangelhos, porém, a zombaria também revela uma ironia central: Jesus é rejeitado sob um título real que o próprio relato continua levando a sério. Mateus 27:27–31; Marcos 15:16–20; João 19:1–5

Simão de Cirene carrega a cruz

Jesus foi conduzido para fora, em direção ao lugar da execução. João diz que ele saiu carregando a cruz. Mateus, Marcos e Lucas contam que os soldados obrigaram Simão de Cirene, que passava vindo do campo, a carregá-la. Marcos o identifica como pai de Alexandre e Rufo.

Lucas acrescenta que uma grande multidão o seguia, incluindo mulheres que choravam e se lamentavam. Jesus se voltou para elas e as advertiu a não chorar apenas por ele, mas a considerar o sofrimento e o juízo que viriam. Mateus 27:31–32; Marcos 15:20–21; Lucas 23:26–31; João 19:16–17

Ilustração de Simão de Cirene carregando a cruz atrás de Jesus, enquanto mulheres choram e soldados romanos os escoltam para fora de Jerusalém
Simão de Cirene é obrigado a carregar a cruz enquanto Jesus fala às mulheres que choram. Ilustração baseada em Lucas 23:26–31.

Jesus é crucificado no Gólgota

O grupo chegou ao Gólgota, o Lugar da Caveira. Jesus foi crucificado ali entre dois criminosos. Os soldados repartiram suas roupas, lançando sortes, e colocaram acima dele a acusação que o identificava como Rei dos Judeus.

Os relatos descrevem a zombaria de pessoas que passavam, autoridades, soldados e dos que foram crucificados com ele. Lucas distingue a atitude dos dois criminosos: um o insulta, enquanto o outro se volta a Jesus com confiança e recebe a promessa do Paraíso. Lucas também registra Jesus pedindo ao Pai perdão por seus algozes, frase que tem uma variante manuscrita explicada abaixo. Mateus 27:33–44; Marcos 15:22–32; Lucas 23:32–43; João 19:17–24

Texto bíblicoBíblia Portuguesa Mundial (BPM) · trecho
Pai, perdoa-lhes, pois eles não sabem o que estão fazendo.
Lucas 23:34
Texto bíblicoBíblia Portuguesa Mundial (BPM) · trecho
Em verdade te digo, hoje estarás comigo no Paraíso.
Lucas 23:43
Ilustração de Jesus falando da cruz central a um criminoso, diante de Maria, do discípulo amado e de soldados romanos
Jesus fala da cruz, e criminosos, soldados e seguidores reagem. Ilustração baseada em Lucas 23:32–43 e João 19:25–27.

As sete últimas palavras de Jesus na cruz

As chamadas sete últimas palavras são sete declarações, não sete palavras isoladas. Nenhum Evangelho apresenta a lista completa. A sequência tradicional reúne passagens de Mateus, Marcos, Lucas e João:

1. “Pai, perdoa-lhes”

Jesus ora por aqueles que participam da execução. Lucas 23:34

2. “hoje estarás comigo no Paraíso”

Jesus responde ao criminoso que lhe pede para ser lembrado. Lucas 23:39–43

3. “eis aí o seu filho” e “Eis aí a sua mãe”

Jesus confia sua mãe e o discípulo amado aos cuidados um do outro. João 19:26–27

4. “Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?”

Jesus clama usando a abertura do Salmo 22. Mateus 27:46; Marcos 15:34

5. “Tenho sede!”

João relaciona a sede de Jesus ao cumprimento das Escrituras. João 19:28–29

6. “Está consumado!”

João registra Jesus declarando que sua obra chegou ao cumprimento. João 19:30

7. “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!”

Lucas registra a oração final de Jesus antes de ele morrer. Lucas 23:46

Essa ordem é uma organização devocional tradicional, não uma sequência completa fornecida por um só evangelista. Os trechos acima seguem a BPM, identificada na seção de leitura. Alguns manuscritos antigos não trazem a primeira declaração de Lucas 23:34; por isso, várias Bíblias atuais incluem uma nota textual sobre a frase.

As trevas cobrem a terra, e Jesus morre

Mateus, Marcos e Lucas descrevem trevas da hora sexta à nona, aproximadamente do meio-dia às três da tarde na contagem a partir do amanhecer. Jesus clamou, recebeu vinagre e entregou o espírito. João registra sua declaração de que estava consumado; Lucas, sua oração entregando o espírito às mãos do Pai.

Os relatos preservam declarações finais diferentes, de acordo com os temas de cada Evangelho. Todos afirmam que Jesus morreu de fato; não o apresentam apenas desmaiando ou escapando da execução. Mateus 27:45–50; Marcos 15:33–37; Lucas 23:44–46; João 19:28–30

Texto bíblicoBíblia Portuguesa Mundial (BPM) · trecho
Está consumado!
João 19:30

O véu se rasga, e um centurião reage

Os Evangelhos Sinóticos dizem que o véu do templo se rasgou em dois. Mateus também narra terremoto, rochas partidas e túmulos abertos. Um centurião romano reage à morte de Jesus: Marcos o apresenta reconhecendo o Filho de Deus; Lucas registra que ele glorificou a Deus e reconheceu Jesus como justo.

João acrescenta que os soldados não quebraram as pernas de Jesus porque ele já estava morto. Um deles perfurou seu lado com uma lança, e saíram sangue e água. Mulheres que o seguiam desde a Galileia testemunharam os acontecimentos; os nomes e as posições descritas variam entre os relatos. Mateus 27:51–56; Marcos 15:38–41; Lucas 23:47–49; João 19:31–37

Texto bíblicoBíblia Portuguesa Mundial (BPM) · trecho
Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus!
Marcos 15:39
Ilustração de um centurião romano olhando para Jesus após sua morte, sob o céu escuro do Gólgota e perto de seguidores enlutados
Um centurião reage à morte de Jesus sob o céu escurecido. Ilustração baseada em Marcos 15:33–39.

José de Arimateia sepulta Jesus

Ao cair da tarde, José de Arimateia tomou coragem e pediu a Pilatos o corpo de Jesus. Marcos conta que Pilatos confirmou a morte com o centurião antes de atender ao pedido. José envolveu o corpo em linho e o colocou em um túmulo escavado na rocha, descrito como novo, depois fechado com uma pedra.

João diz que Nicodemos se juntou a José e levou uma grande quantidade de mirra e aloés. Os Sinóticos registram mulheres observando o sepultamento. Mateus conta que uma guarda foi colocada no túmulo no dia seguinte. O sepultamento confirma a morte dentro da narrativa e identifica o lugar que as mulheres visitariam depois do sábado. Mateus 27:57–66; Marcos 15:42–47; Lucas 23:50–56; João 19:38–42

Ilustração de José de Arimateia e Nicodemos envolvendo Jesus em linho perto de um túmulo escavado na rocha, enquanto mulheres observam ao entardecer
José de Arimateia e Nicodemos preparam o corpo para o sepultamento. Ilustração baseada em João 19:38–42, com as mulheres que observam nos relatos de Mateus 27:61 e Lucas 23:55.

Quando e onde Jesus foi crucificado?

Quando aconteceu a crucificação?

Os Evangelhos situam a morte de Jesus no período da Páscoa, antes do sábado. O ano segundo nosso calendário não é informado. Os anos 30 e 33 d.C. são propostas históricas conhecidas; esta página não apresenta nenhum deles como uma certeza expressa pelas Escrituras.

Marcos situa a crucificação na hora terceira, normalmente entendida como cerca de nove da manhã, e as trevas da hora sexta à nona. João diz que era aproximadamente a hora sexta durante o processo diante de Pilatos. Há propostas de diferentes contagens e aproximações antigas de horário; a diferença deve ser reconhecida, sem forçar os dois relatos a fornecerem a mesma marcação de relógio.

Onde ficava o Gólgota?

Gólgota significa Lugar da Caveira; Calvário vem da palavra latina para caveira. Hebreus 13:12 diz que Jesus sofreu fora da porta da cidade, e João informa que o local ficava perto dela. Os Evangelhos não fornecem coordenadas que resolvam todas as discussões arqueológicas modernas.

A crucificação de Jesus nos quatro Evangelhos

Mateus 27

Mateus destaca o cumprimento das Escrituras, a morte de Judas, Pilatos e a multidão, os sinais na morte de Jesus, os túmulos abertos e a guarda colocada no local do sepultamento.

Marcos 15

Marcos apresenta uma narrativa concentrada da paixão, registra a hora terceira, destaca o clamor do Salmo 22 e faz do reconhecimento do centurião uma resposta decisiva à morte de Jesus.

Lucas 23

Lucas inclui o interrogatório diante de Herodes, as palavras às mulheres de Jerusalém, o pedido de perdão, os dois criminosos, a promessa do Paraíso e a oração final de confiança.

João 19

João destaca a realeza, Jesus carregando a cruz, a inscrição em três línguas, o cuidado com sua mãe e o discípulo amado, a sede, a declaração de que estava consumado, o lado perfurado e Nicodemos no sepultamento.

Os relatos compartilham o acontecimento central, mas conservam palavras, horários, personagens e ênfases próprias. Aqui, os detalhes continuam ligados às suas fontes, sem transformar a leitura conjunta em um relato que nenhum Evangelho apresenta sozinho.

Continue com a história da ressurreição de Jesus, leia versículos sobre perdão, retome a última ceia ou conheça a trajetória de Jesus no seu perfil bíblico.

Por que Jesus morreu na cruz?

01

A morte de Jesus é uma execução situada na história

Os Evangelhos a situam sob Pôncio Pilatos, nomeiam testemunhas, descrevem procedimentos romanos e acompanham o corpo até um túmulo identificado.

02

A cruz revela um perdão que custa

Jesus ora por seus algozes e oferece esperança a um condenado, colocando a misericórdia no centro de uma cena de violência.

03

A realeza ridicularizada se torna anúncio

O manto, a coroa e a inscrição pretendem zombar de Jesus; os evangelistas os usam para mostrar que tipo de rei ele é.

04

A fé cristã compreende essa morte como redentora

O Novo Testamento relaciona a morte de Jesus ao sacrifício, à aliança, à reconciliação, ao perdão e à libertação do pecado.

05

O sepultamento conduz à ressurreição

A história da crucificação não apaga o luto nem a morte, mas os Evangelhos também não deixam Jesus no túmulo.

A cruz não deve ser reduzida a uma lição genérica sobre suportar a dor, nem usada para atribuir culpa a um povo. Os Evangelhos identificam participantes históricos específicos; a interpretação do Novo Testamento dirige a reflexão ao pecado humano, à misericórdia de Deus, à entrega de Jesus e à reconciliação.

Versículos sobre a crucificação de Jesus

Os links desta seção abrem a Almeida Revista e Corrigida (ARC), em português. As citações usam a Bíblia Portuguesa Mundial (BPM), tradução em domínio público em versão preliminar sob revisão. A narrativa e as explicações são paráfrases, não citações literais.

Confira a história · Cinco perguntas

Você se lembra da crucificação de Jesus?

Responda a cinco perguntas dos quatro Evangelhos. Após cada escolha, confira o gabarito e a referência bíblica.
1

Quem deu a ordem romana para que Jesus fosse crucificado?

2

Quem foi obrigado a carregar a cruz de Jesus no caminho para o lugar da execução?

3

Como se chamava o lugar onde Jesus foi crucificado?

4

O que aconteceu sobre a terra antes de Jesus morrer?

5

Quem pediu a Pilatos o corpo de Jesus e o colocou em um túmulo?

Da cruz ao túmulo vazio

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Leia os relatos da ressurreição, das aparições de Jesus e das reações de seus seguidores, sem confundir os detalhes de cada Evangelho.
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Perguntas frequentes sobre a crucificação de Jesus

Onde está na Bíblia a crucificação de Jesus?

A crucificação e a morte de Jesus são narradas em Mateus 27, Marcos 15, Lucas 23 e João 19. Cada Evangelho seleciona palavras e detalhes próprios; comparar os quatro permite uma leitura mais completa.

Quando Jesus foi crucificado?

Os Evangelhos situam a crucificação no período da Páscoa, no dia da Preparação, antes do sábado. Não informam um ano segundo nosso calendário. Os anos 30 e 33 d.C. são propostas históricas conhecidas, mas nenhum deles deve ser apresentado como uma data exata estabelecida pelo texto bíblico.

Onde Jesus foi crucificado?

No Gólgota, nome de origem aramaica que significa Lugar da Caveira. Lucas usa o nome Caveira; Calvário vem da forma latina com o mesmo sentido. As passagens situam o lugar perto de Jerusalém e fora da cidade, mas não fornecem coordenadas modernas exatas.

Quem crucificou Jesus?

Soldados romanos realizaram a crucificação sob a autoridade de Pôncio Pilatos. Os Evangelhos também descrevem a participação de principais sacerdotes, outros líderes e multidões no processo. Esses relatos tratam de pessoas e ações específicas e não justificam atribuir culpa coletiva a todo o povo judeu.

Por que Jesus foi crucificado?

No plano político, Jesus foi executado sob a acusação real exposta acima dele: Rei dos Judeus. Os Evangelhos também narram o conflito com autoridades. A teologia cristã compreende sua morte voluntária como redentora, relacionada ao perdão, à aliança, à reconciliação e à vitória sobre o pecado.

Jesus carregou a própria cruz?

João diz que Jesus saiu carregando a cruz. Mateus, Marcos e Lucas contam que os soldados obrigaram Simão de Cirene a carregá-la no caminho. Uma leitura conjunta entende que Jesus começou a carregá-la e Simão assumiu depois; essa sequência é uma harmonização dos relatos, não uma descrição completa encontrada em um só Evangelho.

Quais foram as sete últimas palavras de Jesus na cruz?

A lista tradicional reúne Lucas 23:34, Lucas 23:43, João 19:26–27, Mateus 27:46 ou Marcos 15:34, João 19:28, João 19:30 e Lucas 23:46. São sete declarações, não sete palavras isoladas. Nenhum Evangelho contém todas elas, e a ordem conhecida é uma organização devocional que combina os quatro relatos.

O que aconteceu quando Jesus morreu?

Os Evangelhos Sinóticos narram as trevas e o véu do templo rasgado. Mateus também menciona terremoto e túmulos abertos. Mateus e Marcos registram o reconhecimento de Jesus como Filho de Deus pelo centurião; Lucas o apresenta reconhecendo Jesus como justo. João conta que um soldado perfurou o lado de Jesus depois de os soldados constatarem sua morte.

O que significa INRI?

INRI é a abreviação latina de Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum: Jesus Nazareno, Rei dos Judeus. Os Evangelhos registram a acusação colocada acima de Jesus. João diz que Pilatos a mandou escrever em hebraico, latim e grego, mas a sigla INRI é uma convenção latina posterior, não as letras descritas pelo Evangelho.

Por que a crucificação é lembrada na Sexta-feira Santa?

A Sexta-feira Santa, também chamada Sexta-feira da Paixão, é a celebração cristã que recorda o sofrimento e a morte de Jesus antes do Domingo de Páscoa. Esses nomes litúrgicos são posteriores; os Evangelhos falam do dia da Preparação, anterior ao sábado.

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