Resposta rápida
O que aconteceu na história da rainha Ester?
Ester, uma jovem judia órfã criada por seu primo Mardoqueu, tornou-se rainha da Pérsia sem revelar inicialmente sua origem. Quando Hamã conseguiu um decreto para destruir os judeus, Mardoqueu pediu que ela usasse sua posição para interceder, em vez de permanecer calada.
Ester pediu um jejum de três dias e, no terceiro dia, foi à presença do rei sem ter sido chamada. Recebeu seu favor, revelou o plano de Hamã em um banquete e ajudou a obter um segundo decreto, que permitia aos judeus defender a própria vida. Essa mudança de destino deu origem à festa de Purim, celebrada com alegria e generosidade.
A história completa
Ester 1–10: uma identidade escondida e uma decisão corajosa
Vasti perde sua posição de rainha
Assuero governava um vasto império e promoveu um grande banquete em Susã. No último dia, mandou que a rainha Vasti se apresentasse aos convidados, mas ela se recusou. Os conselheiros do rei temeram que sua atitude influenciasse as famílias de todo o império.
Uma ordem real proibiu Vasti de voltar à presença do rei e determinou que outra mulher recebesse sua posição. A Bíblia não diz que Vasti foi executada. Ester 1
Hadassa se torna a rainha Ester
O nome hebraico de Ester era Hadassa. Ela era filha de Abiail e prima de Mardoqueu, que a criara como filha depois da morte de seus pais. Quando as jovens foram reunidas no palácio, Ester conquistou a simpatia dos que a cercavam. Seguindo a orientação de Mardoqueu, não revelou seu povo nem sua origem familiar.
Assuero amou Ester mais do que as outras mulheres e a fez rainha no lugar de Vasti. O relato não informa sua idade. Nesse capítulo, Mardoqueu também descobre uma conspiração contra o rei: Ester transmite a denúncia em nome dele, e o episódio é registrado nos anais reais, mas Mardoqueu não recebe uma recompensa naquele momento. Ester 2

ele colocou a coroa real na cabeça dela e a fez rainha em lugar de Vasti.
Hamã planeja destruir o povo de Mardoqueu
O rei promoveu Hamã, e os servos à porta do palácio se inclinavam diante dele. Mardoqueu não se curvava nem lhe prestava essa homenagem. Ao saber que ele era judeu, Hamã decidiu não se limitar a punir um homem: quis destruir todos os judeus do império.
Hamã lançou o Pur, isto é, a sorte, para escolher uma data. Apresentou os judeus ao rei como um povo desobediente e conseguiu autorização para um decreto de extermínio. A notícia levou as comunidades judaicas ao luto, ao jejum e ao choro. Ester 3:1–4:3

Mardoqueu pede que Ester intervenha
Mardoqueu enviou a Ester uma cópia do decreto e pediu que intercedesse junto ao rei. Ela explicou o risco: quem entrasse no pátio interior sem ser chamado poderia morrer, a menos que o rei estendesse o cetro de ouro.
Mardoqueu a advertiu de que morar no palácio não garantia sua proteção. Ester então pediu aos judeus de Susã que jejuassem por ela durante três dias, de noite e de dia. Ela e suas servas fariam o mesmo, e ela iria ao rei apesar da proibição. Ester 4:4–17
E quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou ao reino?

O rei estende o cetro de ouro
No terceiro dia, Ester vestiu seus trajes reais e se colocou no pátio interior. Quando Assuero a viu, ela alcançou seu favor, e ele estendeu o cetro de ouro. Ester tocou a ponta do cetro e convidou o rei e Hamã para um banquete.
Nesse primeiro encontro, ela não apresentou de imediato todo o pedido. Convidou os dois para outro banquete no dia seguinte. Entre os dois encontros, informações até então esquecidas viriam à tona e mudariam a situação de Mardoqueu. Ester 5
o rei estendeu para Ester o cetro de ouro que estava em sua mão.
Uma noite sem sono muda os planos de Hamã
Hamã saiu do primeiro banquete satisfeito, mas voltou a se enfurecer ao ver Mardoqueu. Seguindo o conselho da esposa e dos amigos, mandou preparar uma alta estrutura de madeira para executá-lo.
Naquela noite, o rei não conseguiu dormir e pediu que lessem os registros do reino. Descobriu que Mardoqueu nunca havia sido honrado por denunciar a conspiração. Hamã chegou para pedir sua morte, mas recebeu a ordem de conduzi-lo pela cidade com honras reais. Ester 5:9–6:14
Ester denuncia Hamã no segundo banquete
No segundo banquete, Ester apresentou seu pedido: que sua vida e a vida de seu povo fossem poupadas. Quando o rei perguntou quem havia ousado ameaçá-los, ela identificou Hamã como o adversário.
O rei saiu enfurecido. Hamã ficou para implorar a Ester por sua vida; ao voltar e vê-lo junto ao leito da rainha, Assuero se indignou ainda mais. Hamã foi executado na mesma estrutura que havia preparado para Mardoqueu. Ester 7

Um segundo decreto permite a defesa dos judeus
Ester recebeu os bens de Hamã, e Mardoqueu recebeu o anel de selar do rei. O primeiro decreto, porém, continuava em vigor. Segundo as regras persas apresentadas na narrativa, um documento selado em nome do rei não podia simplesmente ser revogado.
Ester voltou a pedir ajuda. Um segundo decreto autorizou os judeus de cada cidade a se reunir e defender a própria vida na data marcada. A nova ordem foi recebida com alegria, honra e esperança pelas comunidades judaicas. Ester 8
A reviravolta dá origem à festa de Purim
Quando chegou a data escolhida, os judeus venceram os que buscavam sua destruição. Ester 9 narra episódios de violência severa no contexto de um decreto de morte e de defesa armada. Eles não devem ser retirados desse contexto nem tratados como instruções para o leitor imitar.
Mardoqueu registrou os acontecimentos e estabeleceu dias anuais de festa, envio de alimentos e ajuda aos necessitados. O nome Purim vem de Pur, a sorte lançada por Hamã. Ester e Mardoqueu confirmaram a celebração por escrito, e Mardoqueu se tornou o segundo em autoridade no império, trabalhando pelo bem de seu povo. Ester 9–10
o mês que se transformou para eles de tristeza em alegria, e de luto em um dia de festa

Como o relato se desenvolve
As reviravoltas da história de Ester
A saída de Vasti abre caminho para Ester. O serviço esquecido de Mardoqueu é lembrado justamente quando Hamã prepara sua morte. Hamã sofre o destino que planejou para o rival, enquanto Mardoqueu recebe sua posição. O dia marcado para a destruição dos judeus se transforma em um dia de livramento.
Assuero costuma ser identificado com o rei persa Xerxes I, embora o livro use o nome Assuero. O texto não conta como foram os últimos anos de Ester nem sua morte. O capítulo final se concentra na autoridade de Mardoqueu e em seu trabalho pelo bem dos judeus.
Uma pergunta importante
Onde está Deus na história de Ester?
O nome de Deus não aparece no texto hebraico de Ester, que também não descreve um milagre explícito. O livramento se desenvolve por meio de acontecimentos aparentemente comuns: a posição de uma rainha, uma decisão corajosa, um pedido adiado, uma noite sem sono e a leitura de um registro esquecido.
Leitores judeus e cristãos frequentemente entendem essas reviravoltas como providência: o cuidado de Deus por meio de escolhas humanas e circunstâncias históricas. Essa é uma leitura teológica, não uma explicação expressa pelo narrador hebraico. As adições gregas incluem orações e referências diretas a Deus; o guia do livro de Ester explica essa diferença.
Para conhecer a divisão dos capítulos, o contexto persa, os temas e o plano de leitura, consulte o guia do livro de Ester. Para seus nomes, pais, casamento, características e perguntas sobre sua vida, leia o perfil de Ester na Bíblia.
