Em poucas palavras
O que aconteceu na história de Moisés?
Moisés nasceu quando Faraó ordenava a morte dos meninos hebreus. Sua mãe o escondeu em um cesto entre os juncos do Nilo, onde a filha de Faraó o encontrou e depois o adotou. Já adulto, Moisés fugiu do Egito após matar um egípcio que espancava um hebreu. Anos depois, Deus o chamou de uma sarça ardente para voltar com Arão e conduzir Israel para fora da escravidão.
Depois das dez pragas e da primeira Páscoa, Faraó deixou Israel partir, mas em seguida o perseguiu. Deus abriu um caminho pelo mar. No deserto, Israel recebeu maná, água e a aliança no monte Sinai, incluindo os Dez Mandamentos. Moisés liderou o povo por quarenta anos, mas sua falha em Meribá fez com que visse Canaã sem entrar nela. Ele morreu em Moabe aos 120 anos.
Leia em detalhes as dez pragas, a primeira Páscoa e a partida do Egito.
A história completa
Do Nilo à Terra Prometida
Israel é escravizado no Egito
Gerações depois de José, surgiu um novo rei que não o conhecia. Temendo o crescimento da população israelita, os egípcios submeteram o povo a trabalhos forçados. As parteiras hebreias se recusaram a obedecer à ordem de matar os meninos recém-nascidos. Então, Faraó ordenou que todos os meninos hebreus fossem lançados no Nilo. Êxodo 1
Moisés bebê é encontrado no Nilo
Uma mulher da tribo de Levi escondeu seu filho por três meses. Quando não pôde mais escondê-lo, colocou-o em um cesto de papiro revestido de betume e piche, entre os juncos do rio. A irmã do menino ficou observando. A filha de Faraó encontrou a criança chorando, reconheceu que era hebreia e teve compaixão dela.
A irmã se ofereceu para buscar uma mulher hebreia que amamentasse o bebê. Assim, a própria mãe de Moisés cuidou dele até levá-lo à filha de Faraó. A princesa lhe deu o nome Moisés porque o havia tirado da água. Êxodo 2:1–10
Ela o chamou de Moisés, e disse: “Porque eu o tirei da água.”

Moisés foge para Midiã
Depois de crescer, Moisés viu um egípcio espancando um hebreu e matou o agressor. No dia seguinte, um hebreu o confrontou sobre o ocorrido, e Faraó procurou matá-lo. Moisés fugiu para Midiã, ajudou as filhas de um sacerdote junto a um poço, casou-se com Zípora e passou a cuidar de rebanhos. Naqueles anos, Israel gemia sob a escravidão, e Deus se lembrou de sua aliança com Abraão, Isaque e Jacó. Êxodo 2:11–25
Deus chama Moisés da sarça ardente
Enquanto cuidava do rebanho de Jetro perto de Horebe, Moisés viu uma sarça que ardia sem ser consumida. Deus o chamou pelo nome e mandou que tirasse as sandálias, pois pisava em terra santa. Deus havia visto o sofrimento de Israel e enviaria Moisés a Faraó.
Moisés apresentou dúvidas sobre sua capacidade, o nome de Deus, a reação de Israel, os sinais e sua dificuldade para falar. Deus prometeu estar com ele, revelou-se como “EU SOU”, deu-lhe sinais e designou Arão para falar com ele. Êxodo 3–4
Deus disse a Moisés: “EU SOU O QUE SOU”, e ele disse: “Você dirá isto aos filhos de Israel: ‘EU SOU me enviou a vocês’.”

Moisés e Arão confrontam Faraó
Moisés e Arão pediram a Faraó que deixasse Israel partir para adorar a Deus no deserto. Faraó aumentou o trabalho do povo e resistiu repetidamente. Por meio de Moisés e Arão, o Egito enfrentou dez pragas: águas transformadas em sangue, rãs, piolhos, moscas, peste nos animais, úlceras, granizo, gafanhotos, trevas e morte dos primogênitos.
Em diferentes momentos, o texto diz que Faraó endureceu seu coração, que seu coração se endureceu e que o SENHOR o endureceu. Após a última praga, Faraó mandou Israel sair. Êxodo 5–12

A primeira Páscoa
Antes da última praga, as famílias israelitas prepararam um cordeiro — a instrução também permitia um cabrito —, passaram seu sangue nas laterais e na parte superior da porta e comeram a carne assada com pães sem fermento e ervas amargas, vestidas para a viagem. O sangue era um sinal, e aquelas casas seriam poupadas do juízo destruidor.
A Páscoa foi instituída como memorial. Israel saiu do Egito levando massa de pão sem fermento e os bens que os egípcios lhe deram. Êxodo 12–13
O sangue será para vocês um sinal nas casas onde estiverem. Quando eu vir o sangue, passarei por cima de vocês, e não haverá praga destruidora sobre vocês quando eu ferir a terra do Egito.

Israel atravessa o mar
Faraó mudou de ideia e perseguiu Israel com carros de guerra. Encurralado entre o exército e o mar, o povo ficou com medo. Moisés lhe disse que permanecesse firme e visse a salvação do SENHOR. Moisés estendeu a mão, e um forte vento oriental fez as águas recuarem durante a noite, deixando um caminho de terra seca.
Israel atravessou entre paredes de água. Quando os egípcios o seguiram, as águas voltaram. Êxodo atribui a libertação ao SENHOR; a mão estendida de Moisés era um gesto ordenado por Deus, não um poder mágico independente. Êxodo 14–15
Moisés disse ao povo: “Não tenham medo. Fiquem firmes e vejam a salvação do SENHOR, que ele realizará por vocês hoje; pois os egípcios que vocês veem hoje, nunca mais os verão. O SENHOR lutará por vocês, e vocês ficarão quietos.”
Maná e provações no deserto
No deserto, o povo reclamou da falta de comida. Pela manhã, aparecia no chão uma substância miúda que Israel chamou de maná. O povo recolhia o necessário, com uma porção dobrada na véspera do sábado, dia em que o maná não aparecia. Deus também providenciou água, enquanto as reclamações repetidas revelavam desconfiança e colocavam à prova a liderança de Moisés. Êxodo 15–18

A aliança e os Dez Mandamentos no Sinai
No monte Sinai, Deus declarou que Israel seria sua propriedade especial, um reino de sacerdotes e uma nação santa, se guardasse a aliança. Trovões, relâmpagos, uma nuvem espessa, fogo e o som de uma trombeta assinalaram a santidade do monte.
Deus pronunciou as palavras da aliança, começando pela libertação de Israel do Egito e dando as ordens conhecidas como os Dez Mandamentos. Mais tarde, Moisés recebeu as duas tábuas do testemunho. Êxodo 19–24; 31:18
Deus falou todas estas palavras, dizendo: “Eu sou o SENHOR, o seu Deus, que o tirou da terra do Egito, da casa da escravidão. Você não terá outros deuses diante de mim.”

O bezerro de ouro e a renovação da aliança
Enquanto Moisés permanecia no monte, o povo pediu a Arão que fizesse deuses para guiá-lo. Arão fez um bezerro de ouro. Moisés desceu, viu a adoração e quebrou as primeiras tábuas. Ele intercedeu por Israel, e Deus não abandonou a nação.
Moisés cortou duas novas tábuas e voltou ao monte. A aliança foi renovada, e seu rosto brilhava depois de falar com Deus. O tabernáculo foi construído conforme as instruções que Moisés havia recebido. Êxodo 32–40
Quarenta anos no deserto
A recusa de Israel em entrar na terra depois do relato dos espias levou uma geração a peregrinar pelo deserto. Moisés continuou a liderar, julgar disputas, interceder e ensinar. Em Meribá, porém, Deus mandou que ele falasse à rocha, e Moisés bateu nela duas vezes. Deus disse que Moisés e Arão não haviam confiado nele nem honrado sua santidade diante de Israel. Números 13–14; 20:1–13
Moisés vê a terra e morre em Moabe
Perto do fim da vida, Moisés relembrou a história e a aliança de Israel, encarregou Josué de sucedê-lo e subiu ao monte Nebo. Deus lhe mostrou a terra prometida a Abraão, Isaque e Jacó, mas Moisés não atravessou o Jordão.
Moisés morreu em Moabe aos 120 anos. Deuteronômio relata que o SENHOR o sepultou e que ninguém conhecia sua sepultura. O livro o recorda como o profeta a quem o SENHOR conhecia face a face. Deuteronômio 31–34
Moisés tinha cento e vinte anos de idade quando morreu. Seus olhos não haviam escurecido, nem o seu vigor havia se esvaído.

